28 de Junho, 2011
A Aliança Evangélica Mundial (AEM), o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso (PCID) do Vaticano publicaram um documento histórico sobre a ética da missão cristã - Testemunho Cristão em um Mundo Multi-Religioso: Recomendações Para a Conduta. Este documento histórico é em parte uma resposta às críticas feitas aos cristãos por algumas comunidades religiosas no que eles consideraram como a utilização de métodos antiéticos. Em alguns casos essas objeções levaram a leis e violência anti-conversão. As três principais organizações cristãs do mundo responderam com este documento, que não só identifica o chamado bíblico para a evangelização, mas descreve os mandatos éticos relacionadas com o Evangelho.
O documento foi divulgado no dia 28 de junho de 2011, pelo Dr. Geoff Tunnicliffe, secretário-geral da AEM, o Dr. Olav Fykse Tveit, secretário-geral do CMI, e o Cardeal Tauran do PCID, na sede do CMI, em Genebra, Suíça.
Este documento histórico é o resultado de uma colaboração de cinco anos da AEM, do CMI e do Vaticano que, juntos, representam mais de 90 por cento da população cristã do mundo. Este é o primeiro documento do gênero na história da Igreja.
Há três partes principais em Recomendações para a Conduta. O primeiro, "A Base para a Missão Cristã," estabelece as bases bíblicas para a missão; afirma que Jesus Cristo é o exemplo para os cristãos no testemunho a outros; descreve a participação da Igreja na missão de Deus.
A segunda seção, "Princípios", descreve 12 princípios que os cristãos são chamados a seguir testemunhando Cristo de uma maneira coerente com o Evangelho. Estes incluem: agir no amor de Deus, viver com integridade, compaixão e humildade; rejeitar qualquer forma de violência; e respeitar todas as pessoas.
O texto conclui com seis recomendações a todos os cristãos, igrejas, organizações e agências missionárias. Estas recomendações são: estudar o documento; desenvolver respeito e confiança com as pessoas de todas as religiões; reforçar a identidade religiosa e a fé e, ao mesmo tempo, aprofundar o conhecimento e a compreensão de diferentes religiões; defender a justiça e o respeito em prol do bem comum; pedir aos governos e representantes que garantam a liberdade religiosa para todas as pessoas; orar pelo bem-estar dos vizinhos; reconhecer que a oração é parte integrante da vida cristã e da missão cristã.
Geoff Tunnicliffe, secretário-geral da AEM, enquanto representante mundial dos evangélicos observou: "Em alguns lugares, o testemunho público e dinâmico de Jesus Cristo tem sido acompanhada de mal-entendidos e tensão. Este documento é um recurso valioso para a igreja e líderes de ministérios para reflexão e prática sobre como testemunhar melhor de forma fiel ao chamado de Cristo e em linha com a vida e o Espírito de Jesus."
A AEM foi um grande contribuinte, tanto no processo como na redação do documento e apoia o seu uso entre os evangélicos e os cristãos em todo o mundo. A AEM irá traduzir o documento em várias línguas que serão distribuídos às alianças nacionais, regionais e locais, bem como seminários, universidades e colégios em todo o mundo.
A AEM chama os evangélicos de todo o mundo a estudar o documento e a analisar o modo como ele pode ser aplicado e adaptado às necessidades particulares e em muitos contextos. A liderança da AEM espera que este documento alimente o desejo de uma maior missão e evangelismo cristão em obediência ao evangelho de Jesus Cristo.
Que as Recomendações para a Conduta sejam um contínuo lembrete da importância de continuar a viver como Jesus nos chamou para viver.
Clique aqui para ver o discurso do Sr. Geoff Tunniclife.
Clique aqui para ver o documento Testemunho Cristão em um Mundo Multi-Religioso.
A Aliança Evangélica Mundial é composta por 128 alianças evangélicas nacionais localizadas em 7 regiões e por 104 organizações membro associadas e redes globais. A AEM é a maior associação de cristãos evangélicos do mundo servindo uma constituência de 600 milhões de pessoas. A AEM é uma voz para os governos, mídia, e outras comunidades religiosas e tem estatuto consultivo nas Nações Unidas.
